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BOCA JUNIORES

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Club Atlético Boca Juniors

O Club Atlético Boca Juniors, conhecido como Boca Juniors ou simplesmente Boca, é um clube de futebol argentino da cidade de Buenos Aires, considerado um dos maiores clubes de todos os tempos por suas conquistas relevantes.

Seu nome provém do bairro de La Boca, e é um dos clubes com o maior número de conquistas relevantes, com destaque para seus 6 títulos da Copa Libertadores da América e para os seus 3 títulos intercontinentais, sendo ainda um dos clubes com mais conquistas internacionais, 18, ao lado do Milan, atrás do Barcelona e do Al-Ahly ambos com 20 títulos e do Real Madrid com 22 títulos.

O Boca tem uma tradicionalíssima rivalidade com o Club Atlético River Plate, e os jogos entre as equipes, além de serem muito disputados, atraem a atenção de muitos fãs do futebol na Argentina e no resto do mundo. O clássico é conhecido como Boca x River ou "El Superclásico".

Além de River, o Boca também rivaliza com Club Atlético Independiente, Racing Club de Avellaneda e Club Atlético San Lorenzo de Almagro, juntos, esses clubes são considerados os cinco grandes do futebol argentino. Suas cores provêm de um acordo entre os fundadores da equipe, que na indecisão de quais cores escolher para seu novo time, combinaram que elas seriam as mesmas da bandeira do primeiro navio que atracasse no porto de Buenos Aires.

Esse acabou sendo um navio sueco, razão esta pela qual as cores do Boca Juniors são azul e amarela.

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História 

História do Boca Juniors

A História do Boca Juniors decorre do ano de 1905, quando o time foi fundado em Buenos Aires Argentina, até a atualidade. O futebol foi desde o começo a essência do clube, mesmo depois que o crescimento da instituição promoveu o desenvolvimento de outras atividades, aquela permaneceu até hoje como a disciplina esportiva sobre a qual se sustenta a entidade e a que lhe valeu seu reconhecimento a nível nacional e internacional.

A História do Boca Juniors divide-se em dois períodos, a época amadora até 1930, e a profissional. A nível internacional conquistou 18 torneios oficiais 11 deles a partir de 1999, incluindo três vezes a máxima concorrência mundial de clubes, o que o localiza como a primeira equipe, ao lado do italiano Milan, com a maior quantidade de torneios internacionais ganhos.

Futebol

O início 1905-1907

Fundação

O Boca Juniors foi fundado em Buenos Aires em 3 de abril de 1905, numa década fundacional em que foram criados não menos do que 300 clubes de futebol. Já fazia quase quarenta anos que o futebol era praticado na Argentina, e quatorze anos desde a criação da união amadora, a mais antiga do mundo depois da inglesa.

O primeiro clube argentino de futebol, o Buenos Aires Football Clube, foi fundado em 9 de maio de 1867, e em 20 de junho desse ano jogou-se a primeira partida do futebol argentino. A Argentine Football Association League, união amadora primária do futebol argentino, foi criada em 1891, ano em que se realizou o primeiro campeonato.

A fundação do Boca Juniors foi obra de cinco adolescentes, filhos de italianos e vizinhos do bairro La Boca, formado por trabalhadores imigrantes e de forte identidade genovesa, estes eram chamados de xeneizes, uma distorção da palavra zeneïze, do dialeto falado em Liguria, cuja capital é Génova, que traduzido significa, justamente, "genovês".

Os jovens fundadores do time azul e ouro foram: Esteban Baglietto, Alfredo Scarpatti, Santiago Sana e os irmãos Juan e Teodoro Farenga. Baglietto, Scarpatti e Sana, eram parceiros na Escola Superior de Comércio, então localizada na rua Bartolomé Mitre 1364. Tinham como professor de educação física o irlandês Paddy Mac Carthy, um dos precursores do boxe na Argentina, que também tinha sido futebolista e, ao mesmo tempo que ensinava boxe, introduzia à seus alunos a prática do futebol.

O diretor do colégio, Santiago Fitz Simon, foi um dos pioneiros na inclusão da educação física como disciplina sistemática na educação dos jovens argentinos, incluindo-a no ensino educacional dos jovens no ano de 1888. Os três rapazes levaram ao grupo de amigos do bairro a proposta de criar um clube de futebol, à que aderiram imediatamente os irmãos Farenga.

Na segunda-feira, dia 3 de abril, depois de finalizadas as aulas, os cinco adolescentes reuniram-se no singelo lar de Baglietto, na rua Ministro Brin 1232, para concretar o projeto, porém, o pai de um dos garotos os pôs pra fora da residência devido o alvoroço que causavam. Assim sendo, os cinco cruzaram a rua para continuar a reunião na Praça Solís.

Nesse mesmo dia, num dos bancos daquela praça, nascia aquele que mais tarde seria o maior clube do futebol argentino, e um dos mais prestigiados e bem sucedidos ao redor do mundo inteiro.

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A camisa

O Boca teve, em seus primeiros anos, três ou quatro equipagens antes de adotar a definitiva, de cor azul com uma ampla faixa amarela horizontal, que usaria até os dias atuais. Em sua página oficial a equipe informa que existe uma versão não verificada contando que a primeira camiseta foi de cor rosa, e que foi utilizada só nos dois primeiros jogos, no entanto, reportagens feitas com os fundadores e os primeiros sócios indicam que o time adotou camisas de fundo branco com listras pretas verticais bem finas, confeccionadas pela irmã dos Farenga. Após isso ainda foram testadas mantas celestes, azuis, e outras listradas em azul e branco.

Em 1907 o time abandonou a equipagem que utilizara desde 1905. A tradição oficial relata que uma equipe do bairro de Almagro possuía uma casaca parecida, e que para resolver a questão, decidiram apostar o uniforme numa partida. A esquadra de La Boca perdeu e teve de mudar as cores. Não foram encontradas provas documentadas desses fatos. A eleição das cores definitivas do clube foi deixada a esmo.

Juan Brichetto, presidente da equipe no ano anterior seria-o novamente em 1910, propôs adotar as cores da bandeira do primeiro navio que aportasse no dia seguinte; Brichetto era o operador encarregado de uma das pontes do porto, seu trabalho era girá-la para dar passagem aos barcos que passavam de um dique a outro.

Desta forma, Juan propôs como cores oficiais as da bandeira sueca, azul e amarelo, embora o manto usado ainda não fosse o definitivo, pois até 1913 ostentava uma faixa amarela diagonal, da esquerda para a direita, extinta logo após para dar espaço do desenho tradicional vertical, proposto nesse mesmo ano e mantido dali em diante.

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Primeira partida e primeiros passos

A primeira partida disputada pelo Boca foi em 21 de abril de 1905; um amistoso contra o clube Mariano Moreno, utilizando a indumentária branca com tiras negras. O jogo aconteceu em Dársena Sur e a esquadra azul e ouro impôs-se por contundentes 4-0, com dois gols de Juan Farenga, um de seu irmão José Farenga e outro de Santiago Sana.

A equipe do Boca Juniors que entrou em campo era formada por: Esteban Baglietto, José María Farenga, Santiago Sana, Vicente Oñate, Guillermo Tyler, Luis De Harenne, Alfredo Scarpatti, Pedro Moltedo, Amadeo Gelsi, Alberto Tallent e Juan Antonio Farenga.

Após vários amistosos, o time começou a participar de pequenos torneios, em 1905 inscreveu-se no campeonato de Villa Lobos, em 1906 inscreveu-se no torneio Central, e acabou por ganhar a Copa Reformista, o mais antigo troféu que o clube possui. Em 1907 participou do torneio Albión, que também venceu.

Nesse mesmo ano atuou na copa organizada pela Associação Porteña, em que também jogava o Universal de Montevideo, contra quem disputou sua primeira partida internacional, em 8 de dezembro de 1907, perdendo pelo placar de 1-0. Durante muitos anos o clube se desenvolveu com as muitas necessidades características de um bairro operário, sobre a base do esforço voluntário de seus membros.

A ata mais antiga que se conhece data de 20 de fevereiro de 1906, e registra o seguinte texto, demostrando as carências, mas também toda a dedicação dos jovens dirigentes: “ O senhor Farenga diz ter conseguido um amigo para tecer a rede sem cobrar um único peso, e propõe que juntos agreguemos a soma de dinheiro necessária para comprar o fio, condição que foi aceita por todos, exceto por J. Brichetto, que doará parte do material necessário. Cerezo ficou encarregado de doar as agulhas para a tecelagem, e Pedro Sã trará um pedaço de rede que servirá de reserva.

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O amadorismo 1908-1930

O primeiro superclássico

Ao longo de sua história o Boca encontrou no Club Atlético River Plate 1901 o seu clássico rival. As duas equipes se formaram em "La Boca" e ambos reconheciam explicitamente sua herança genovesa, no caso do River ,inclusive, as cores da indumentária foram tomadas da bandeira de Génova. Mais tarde, cada confroniygcxto entre as duas principais equipes do futebol argentino passariam a paralisar o país, dividindo suas torcidas entre ambos, até atingir a categoria de "Superclássico do futebol argentino".

O clássico Boca-River foi considerado como um dos cinquenta melhores espetáculos esportivos do mundo. O primeiro confronto oficial entre ambas esquadras se concretizou no torneio da Primeira Divisão de 1913, no campo do Racing, tendo o River como vencedor por 2-1.

Anteriormente houve outros confrontos amistosos, mas os historiadores discordam sobre datas e resultados. Diego Estévez sustenta que o primeiro Boca-River foi uma partida amistosa jogada em 2 de agosto de 1908, na casa do Boca, e a equipe azul e ouro sagrou-se vencedora pelo placar de 2-1; do mesmo não se encontraram provas documentadas.

O historiador Sergio Lodise sustenta que o primeiro Boca-River registrado em fontes escritas aconteceu em 1912. O site "Informe Xeneize" afirma, sem precisão, que o primeiro superclásico finalizou com um empate em 0-0 e uma grande algazarra entre os simpatizantes.

Tour pela Europa

Em 1925 Boca converteu-se na primeira equipa argentina em competir na Europa, jogando em Espanha 13, Alemanha 5 e França 1. Ganhou 15 encontros, perdeu 3 e empatou o restante, convertendo 40 gols a favor e recebendo 16 na contramão. Os partidos mais importantes de gira-a foram os dois triunfos contra o Atlético de Madrid e o Real Madrid, este último ante a presença do Rei de Espanha Alfonso XII. Ao regressar a Associação Argentina de Football entregou-lhe a Copa de Honra, em reconhecimento do lucro atingido em Europa.

Nessa oportunidade, a equipa foi acompanhada por um fanático boquense chamado Victoriano Caffarena, que financiou parte da gira, ajudou à equipa em tudo. Caffarena foi reconhecido como "Jogador Número 12", designação que desde então se adotaria para a "claque" de Boca.

O detalhe de gira-a é o seguinte: Espanha: Celta de Vigo 3-1 e 1-3; Esportivo A Coruña 3-0 e 1-0; Atlético de Madrid 2-1; Real Madrid 1-0; Sociedade Gimnástica de San Sebastián 1-0; Real União de Irún 0-4; Athletic de Bilbao 2-4; Clube Atlético Osasuna 1-0; Espanhol de Barcelona 1-0 e 3-0 e Seleção de Barcelona 2-0 Alemanha: Seleção de Munique 1-1; Combinado de Berlim 3-0; Leipzig Spiel 7 a 0; Seleção de Francfort 2-0 e Eintracht Frankfurt 2-0. França: Combinado Francês 4-2.

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Os títulos amadores

O Boca associou-se à Argentine Football Association em 1908, participando em segunda divisão até sua ascensão a primeira em 1913. Em 1919 teve um cisma na entidade organizadora, realizando-se dois torneios paralelos até 1926. Boca permaneceu na agora renomeada Associação Argentina de FootballA Argentine Football Association, foi renomeada em 1912 como Associação Argentina de Football.

com outras cinco equipas, enquanto os restantes catorze associaram-se na Associação Amateur de Football. A Associação Amateur de Futebol manteria uma une própria até 1926, quando ambas unes se fusionaron para criar a Associação Amateur Argentina de Football.

O torneio de 1919 da Associação Argentina iniciou-se com as seis equipas que permaneceram nela Boca, Furacão, Estudantes da Prata, Porteño, Heureca e Sportivo Almagro, mas foi interrompido devido às graves irregularidades que se registraram no mesmo, se declarando ganhador a Boca devido ao fato de que tinha sacado uma diferença indescontable sobre as demais equipas.

História de Boca Juniors - Nosso primeiro campeonato ganhado Por sua vez, no torneio da Asocación Amateur foi Racing quem consagrou-se campeão nesse ano. Em 1920 Boca e River foram campeões em ambas unes.

A equipa voltaria a ganhar os torneios de seu une correspondentes a 1923, 1924 e 1926 os campeões da outra nesses anos foram San Lorenzo, novamente San Lorenzo e Independente e em 1930 ganhou seu primeiro torneio unificado, o último jogado pelo clube como amateur. Nesses anos Boca consolidou-se como um dos clubes mais populares do país, com figuras como o goleiro Américo Tesoriere a Glória, desportista exemplar e ídolo sudamericano, Pedro Calomino, inventor de "a bicicleta" e primeiro grande ídolo boquense, Alfredo Garasini, seu primeiro goleador e jogador polifuncional que chegou a jogar nas onze posições e ser técnico no bicampeonato 1943-1944, e Roberto Cherro que jogaria até 1938, convertendo 221 gols em 305 partidos, máximo goleador da história de Boca.

Início do profissionalismo 1931-1944

Boca e River, com seis títulos a cada um, ganharam doze dos primeiros quinze campeonatos argentinos os outros três foram pára San Lorenzo e duas vezes Independiente.

O Boca ganhou o primeiro campeonato profissional do futebol argentino, realizado em 1931, seguido por San Lorenzo. Nesse campeonato a equipe jogou 34 partidos, ganhou 22, empatou 6 e perdeu 6, conseguindo um total de 50 pontos.

Para esse torneio Boca tinha comprado a Francisco Varallo uma de suas grandes estrelas de todos os tempos. Durante o campeonato o Boca goleou a equipe do Quilmes por 5-1 e enfrentou o River no primeiro Superclássico do profissionalismo o 20 de setembro, que terminou com um escândalo.

Aos 30 minutos oRiver ganhava 1-0 e o Boca teve um penal a favor que foi executado por Varallo e defendido pelo goleiro Iribarren dando um rebote; Varallo então lutou pela bola convertendo para o gol e caindo sobre o arqueiro rival. Os jogadores do River protestaram tumultuosamente reclamando uma infração e o árbitro expulsou a três deles, ante o qual a equipa inteira decidiu se retirar do campo.

Posteriormente, o tribunal de une-a atribuiu-lhe os pontos a Boca e considerou que devia se registrar um resultado de 1-0. O Boca coroou-se campeão o 6 de janeiro de 1931 na última data, jogando novamente contra River, em seu estádio da rua Tagle e Alvear, com um triunfo por 3-0. No segundo torneio, jogado em 1932 e ganhado por River, Boca terminou em quarto posto, apesar de ser a equipa mais goleador.

No ano seguinte Boca chegou imbatível à última data, mas perdeu com River 3 a 1, enquanto San Lorenzo ganhou-lhe a Chacarita e consagrou-se campeão por um ponto de vantagem.

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O primeiro bicampeão

Nos anos que se seguiram o Boca conquistou seu primeiro bicampeonato nos torneios de 1934 e 1935. Em 1934, apesar de perder sete partidas e receber 62 gols, sagrou-se campeão, notabilizando-se por seu poder ofensivo, com 101 gols feitos no torneio, tornou-se a primeira esquadra a superar a barreira dos 100.

No torneio de 1935, o Boca converteu novamente 100 tentos e teve mais solidez defensiva, recebendo apenas 29 gols, muito disso se deve à incorporação do defensor brasileiro Domingos da Guia. Com um excepcional aproveitamento neste torneio, obteve 85,29% dos pontos disputados.

O resto da década não foi tão frutífera para o clube, já que não conseguiu lograr êxito em nenhuma competição. Seu rival River Plate incumbiu-se de vencer os nacionais de 1936 e 1937, e o Independente de Arsenio Erico sagrou-se também bicampeão em 1938 e 1939. Nestes torneios, os xeneizes jogaram no Estádio de Ferro Carril Oeste devido à iniciação das obras de construção da Bombonera, finalizada em 1940.

Inauguração da Bombonera e segundo bicampeonato O Boca voltou a ser campeão no argentino de 1940. Dois anos antes tinha contratado seu primeiro diretor técnico, Carlos Sobral, uma função a que não se atribuía, até então, a importância que teria no futuro. A equipe manteve-se esperançosa durante grande parte do campeonato.

No sexto jogo do calendário venceu o Racing por 4 a 1, e no nono inaugurou o Estádio Alberto J. Armando, a tradicionalíssima Bombonera, diante do Newell's Old Boys, derrotando-o por 2 a 0 com gols de Ricardo Alarcón e Bernardo Gandulla. No Superclássico, o Boca derrota o River por 3 a 1 e atinge o primeiro posto. Depois, com uma goleada de 7-1 como visitante, supera o Independiente para finalizar o primeiro turno na ponta da tabela. O Boca manteve-se em primeiro lugar durante toda a segunda fase e terminou levantando o caneco.

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No campeonato de 1941, os xeneizes acabam em quarto e sofrem a pior derrota de sua história no Superclássico, um penoso 5 a 1 para o River Plate, que havia formado uma colossal equipe conhecida historicamente como "La Máquina". Os "Millonarios" voltariam a conseguir o doblete na temporada seguinte, após ganhar o torneio de 1942, em que o Boca terminou em quinto e fez história ao golear o Club Atlético Tigre por 11 a 1, sendo esta a maior goleada aplicada em sua história e recorde argentino até 1967.

As maiores goleadas da primeira divisão argentina na era profissional são: Club Atlético Banfield Porto Comercial de Engenheiro White 1974;  Argentinos Juniors 12 a 0 Oficinas de Córdoba 1985/86;  Club Atlético Vélez Sarsfield 11 a 0 Furacão de Engenheiro White 1967;  Boca Juniors 11 a 1 Tigre 1942;  Club Atlético Independiente 11 a 1 Platense 1971.

O Boca obteve seu segundo bicampeonato ganhando os torneios de 1943 e 1944. Em 1943, tinha contratado o uruguaio Severino Varela e designado o cargo de diretor técnico da equipe a Alfredo Garasini, jogador histórico do clube desde a época do amadorismo. Na primeira rodada, tinha perdido três partidos contra San Lorenzo 2-5, River Plate 1-3 e Huracán 1-3, ficando a seis pontos da ponta. Esta seria, no entanto, sua última derrota.

No segundo turno obteve duas vitórias, contra San Lorenzo 6-4 e River 2-1, esta última com um famoso gol de boina assinalado por Severino Varela, que permitiu ao esquadrão atingir a primeira posição. Chegou o último jogo, que seria contra o Club Ferro Carril Oeste como visitante, tendo apenas ponto de diferença sobre o arquirrival River.

Faltando 15 minutos para o fim do embate, e o marcador mostrava um empate por zero a zero, enquanto o River ganhava o seu jogo, o que o faria atingir a ponta e levar a final do torneio para uma partida desempate. Entretanto, dois gols de Jaime Sarlanga aos 79' e aos 85' minutos, deram ao clube boquense o triunfo final. Durante muitos anos, os torcedores recordarão de cór a formação deste grupo: Vacca, Varante, Malussi, Sosa, Lazzatti, Pescia, Boyé, Corcuera, Sarlanga, Varela e Sánchez.

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Anos 2000 e o domínio na América

O início dos anos 2000 foram tempos de glória para o Boca Juniors. O time contava com diversos craques e jogadores de peso, habilidosos e raçudos, como Martín Palermo, Carlos Tévez e Riquelme. Em 2000 o Boca foi campeão do Campeonato Argentino, da Copa Libertadores da América batendo o Palmeiras na decisão e em dezembro fachou o ano com a conquista da Copa Intercontinental batendo os galácticos do Real Madrid por 2 a 1. Em 2001 conquista o bícampeonato da Libertadores.

Confirmando a hegemonia na América do Sul o Boca conquistou novamente a Libertadores em 2003, novamente sendo carrasco dos brasileiros, eliminando o Santos e o Paysandu. Nesse mesmo ano foi campeão do Campeonato Argentino. Na decisão da Copa Intercontinental de 2003 o Boca Juniors bateu a equipe do AC Milan, conquistando seu terceiro título Intercontinental.

Em 2004 o Boca foi para a final da Libertadores pela quarta vez em cinco anos, eliminando a equipe brasileira do São Caetano. Além de vice-campeão da Libertadores, o Boca foi campeão da Copa Sul-Americana, eliminando o Internacional na semifinal. No ano seguinte venceu novamente a Sul-Americana, eliminando outra vez a equipe do Internacional.

Também em 2005 foi campeão argentino. Em 2007, com a volta de Palermo e Riquelme, o Boca Juniors contou com uma base forte para vencer pela sexta vez em sua história a Copa Libertadores. Na final o Boca bateu o Grêmio por 5 a 0 no placar agregado 3 x 0 no jogo de ida em La Bobonera e 2 x 0 no jogo de volta no Estádio Olímpico.

Em 2008 o Boca sofreu sua primeira eliminação para equipes brasileiras desde o Santos de Pelé, diante do Fluminense na semifinal da Copa Libertadores. Nesse mesmo ano foi eliminado na semifinal da Copa Sul-Americana pelo Internacional e foi campeão argentino.

2009 - atualmente

Em 2009 disputou a Libertadores pelo décimo ano consecutivo. Em 2012 volta a disputar a Libertadores, chegando até a final da competição, sendo derrotado pelo Corinthians. Em 2013 elimina o Corinthians na oitavas de finais da Libertadores numa partida que envolveu bastante polêmica, mas acabou eliminado nas fase seguinte pelo Newells Old Boys numa histórica decisão por pênaltis, terminada em 10 x 9, totalizando mais de 20 cobranças.

Em 2014 foi eliminado na semifinal da Copa Sul-Americana pelo arquirrival River Plate. Em 2015 o Boca é eliminado novamente pelo seu arquirrival, nas oitavas de final da Libertadores, numa partida que terminou aos 45' do primeiro tempo devido a violência da torcida do Boca Juniors.

Nesse mesmo ano, com o retorno do ídolo Carlos Tévez, e a chegada do uruguaio Lodeiro o Boca foi campeão do Campeonato Argentino e da Copa da Argentina. Na fase de grupos da Libertadores de 2016 o Boca Juniors aplicou uma goleada de 6 a 2 no Deportivo Cali, avançando para as oitavas de final, sob o comando de Tévez e do meia Chávez.

Nas oitavas de final o Boca não tomou conhecimento do tradicional Cerro Porteño, venceu por 2 a 1 no Paraguai e venceu novamente, na Bobonera, por 3 a 1, com Tévez brilhando novamente, marcando um gol em cada partida. Na semifinal o Boca decepcionou e foi eliminado pelo Independiente del Valle, sendo derrotado nos dois jogos por 2 a 1 fora de casa e 3 a 2 na Bobonera.

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Tabus

Com um recorde histórico e Mundial, os xeneizes mantinham um tabu de 31 anos de invencibilidade em partidas dentro de casa contra equipes brasileiras, tendo este iniciado em 1963 e durado até o dia 16/03/1994, quando o Cruzeiro Esporte Clube derrota o time em La Bombonera por 2 a 1 em jogo válido pela Taça Libertadores da América.

Nesse ano o Boca seria desclassificado na fase de grupos, mas posteriormente voltaria a ser carrasco de times brasileiros, conquistando as Libertadores de 2000, 2003 e 2007 em cima de Palmeiras, Santos e Grêmio, respectivamente.

Em 2007 o Boca sofreu sua primeira eliminação na Sul-Americana para times brasileiros perdendo para o São Paulo,vitória do Boca na ida por 2 a 1 e derrota por 1 a 0 no morumbi sendo eliminado pelo critério de gols fora.

Em 2008 o Boca sofreu sua primeira eliminação na Libertadores para times brasileiros desde o Santos de Pelé, perdendo para o Fluminense na fase semifinal da competição. Em 2012 perde a final diante do Corinthians, time que eliminaria nas oitavas-de-final um ano depois, descontando a derrota de um ano antes e acabando com o sonho do bicampeonato adversário. Neste mesmo ano o Boca seria eliminado por outra equipe argentina, o Club Atlético Newell's Old Boys.

Jogadores históricos

Além da exponencial figura de Juan Román Riquelme, pode-se mencionar, da história recente da equipe azul e ouro, Martín Palermo, Federico Insúa, Rodrigo Palacio, Jesús Dátolo, Cata Díaz, Fernando Gago, Guillermo Barros Schelotto, Nicolás Burdisso, Carlos Tevez, Ezequiel González e "Pato" Abbondanzieri, muitos destes que rumaram para o futebol europeu.

De outras épocas, destacam-se Gabriel Batistuta, Óscar Córdoba, Roberto Cherro, Francisco Varallo, Claudio Caniggia, Rattin, Hugo Gatti, Blas Giunta, Silvio Marzolini, Alfredo Rojas, Navarro Montoya, e acima de todos, a mitológica figura de Diego Armando Maradona, maior ídolo do futebol argentino e um dos grandes nomes da história do futebol mundial, entre outros históricos jogadores.

Neste hall da fama, há também jogadores brasileiros, como Domingos da Guia,Leon Pavani , Heleno de Freitas, Dino Sani , Almir Pernambuquinho e o principal , massimo artilhero contra o River Plate, Paulo Valentím

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La Bombonera

La Bombonera, ou oficialmente Estádio Alberto J. Armando, é um estádio com capacidade para 49.000 pessoas, localizado no bairro de La Boca, em Buenos Aires, Argentina. Tem como proprietário e mandante a equipe do Boca Juniors. O campo segue as medidas mínimas permitidas pela FIFA 105m x 68m.

O nome oficial homenageia o ex-presidente Alberto Jacinto Armando, foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2x1 em um amistoso contra o San Lorenzo. Em 2012 o presidente do clube, Daniel Angelici, diz ter vontade de construir um novo estádio para os Xeneizes com capacidade para 75,000 pessoas dentro dos padrões da FIFA.

Estrutura social

O Boca tem o quinto maior numero de sócios da América com 102.000 pessoas cadastradas, somente atrás de River Plate, Corinthians, Palmeiras e Internacional, com esse número o Boca é o décimo segundo time com mais torcedores no mundo.

TEXTO WIKIPÉDIA

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